Isso não é nostalgia. É uma necrópsia.
TAINT era um sonho adolescente — montado em quartos de hotel com ventiladores de teto girando sobre cinzeiros transbordando.
Elas gritaram mesmo assim. Gritaram nos microfones até os estádios desabarem. Gritaram até o sonho americano sangrar pelo nariz. Este livro é o que sobrou depois que as luzes se apagaram, os contratos queimaram e a polícia fechou a última porta atrás delas.
A estreia. Três acordes, dois gritos, uma bandeira rasgada na capa. Gravado em doze dias, banido em três estados, esgotado em duas semanas. O punk que as emissoras chamaram de "histeria".
O disco das bruxas. Letras meio roubadas de Emily Brontë, jogadas sobre linhas de baixo molhadas de cocaína. A indústria começa, pela primeira vez, a ter medo delas.
O disco que as transformou em santas. Gravações interrompidas três vezes por overdoses. Vitrais rachados, órgãos de igreja.
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